Não sei quanto à vocês, mas tenho muitas histórias para contar e eis que essa é a terceira. Vi esse blog mais abandonado que meu sono e resolvi nele escrever, mas não é essa a história que vou contar. Acho que vou contar uma história de amizade. Até hoje, não consigo compreender como conquistei amigos tão bons e tão abençoados, até hoje não sei o que fiz pra merecer essa gente comigo.
Vejam bem, não é que eu não tenha amor, mas tenho a feia mania de abandonar as pessoas. Passa um tempo e eu paro de procurar, parou de ir atrás, me canso, eu acho. Não sei ao certo o que acontece, mas meu contato com elas some de uma forma que ninguém jamais vai entender e nem devem tentar!
Tem uma história engraçada de uma menina, ela era branca como a neve (mesmo!), tão branca que quando ela usava o uniforme da escola, parecia estar nua! Essa menina e eu estudávamos juntos e um dia fomos passear com nosso professor de ciências num lugar que não era interessante e que ninguém queria ir, eu acho. Enfim, tempo vem e tempo vai, finalmente é a hora de ir embora e todos entram no ônibus como se deve fazer na quinta série do ensino fundamental ou seja lá como vocês chamam hoje em dia. Enfim, uma vez no ônibus, resolvi comer uma bolacha e feliz da vida abro meu pacote de Trakinas meio a meio, ao ouvir o som do pacote se rasgando, a aluna que estava do meu lado pede uma bolacha e eu gentilmente (na verdade, não queria entregar não, mas fica melhor se eu disser gentilmente) entrego-a na mão dessa menina e ela, estabanada, derruba a bolacha no chão.
- Me dá outra, por favor. - ela diz calmamente.
- Não, já te dei, se você derrubou, problema seu! - eu respondo gentilmente.
E assim começa uma bela amizade que durou muito tempo, com leves pausas e intervalos de meses sem se falar graças à mim. Agora imaginem só vocês, foi assim que eu comecei uma amizade. Sendo egoísta e mesquinho da forma como sempre fui. Por isso agradeço pelos meus amigos, mesmo que jamais vá falar isso na cara deles, por isso amo meus amigos, por mais que eu deixe de dizer isso com o tempo. Por isso e muitos outros motivos, sinto a falta deles e acho que quando faço de me esquecer deles é porque, de alguma forma, lembro que eu não mereço amizades tão belas quanto essas e então eles seriam melhores sem mim, depois de um tempo, tudo enjoa, tudo morre e tudo se vai. Menos o meu amor por vocês, babacas.
sábado, 31 de janeiro de 2015
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Isso é um assalto!?
Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma história para contar. Aliás, tenho várias e eis que essa é uma delas.
Já há algum tempo atrás, quase dois anos para ser mais específico, não, três anos. Bem, algo assim, eu estava indo pra escola a pé e sozinho. Morava uns quinze minutos da escola e ir a pé era um momento pra reflexão e também ia a pé, pois pegar o ônibus era um desperdício de dinheiro grande demais!
Enfim, estava eu andando pelas ruas escuras em direção ao local de estudo, quando vejo um rapaz de bicicleta parar e me encarar por alguns segundos, depois disfarçar e começar a coçar a perna dele, mas na verdade eu sabia exatamente o que ia acontecer: O pobre Matheus seria assaltado!
Não podia mudar o percurso, então continuo, mesmo sabendo meu triste fim. Alguns passos e ele começa a me acompanhar de bicicleta, o silêncio me incomoda e eu torço para que ele anuncie o assalto de uma vez.
- Oi. Você poderia me informar as horas?
- Não tenho relógio. - e levanto o pulso demonstrando a ausência do mesmo.
- Não se assuste, mas vou lhe assaltar, está bem?
- Aham. - é tudo que consigo dizer, ele vai mesmo me assaltar. Será que é assim que eu morreria?
- Passa o celular, fazendo o favor.
- Não tenho celular. - que situação ridícula!
- Ah! OK. - ele parece desapontado. - Então, me passa dois conto aí!
- Eu - e penso calmamente: dois conto? sério mesmo? - Eu só tenho isso no meu bolso. - e de dentro do bolso tiro meus lenços de papel usados! O bandido diz um singelo obrigado e se retira.
Chego na escola e espero o portão abrir quando um homem toca em meus ombros. Droga! O bandido voltou!
- Ou! Conta pra ninguém não? - ele pergunta e eu afirmo com a cabeça enquanto ele se retira em sua bicicleta.
- Tchau! - eu grito e aceno. Poxa vida, que bandido bonzinho! Acho que precisamos de bandidos como ele, se for roubar-nos, que pelo menos seja com educação!
Já há algum tempo atrás, quase dois anos para ser mais específico, não, três anos. Bem, algo assim, eu estava indo pra escola a pé e sozinho. Morava uns quinze minutos da escola e ir a pé era um momento pra reflexão e também ia a pé, pois pegar o ônibus era um desperdício de dinheiro grande demais!
Enfim, estava eu andando pelas ruas escuras em direção ao local de estudo, quando vejo um rapaz de bicicleta parar e me encarar por alguns segundos, depois disfarçar e começar a coçar a perna dele, mas na verdade eu sabia exatamente o que ia acontecer: O pobre Matheus seria assaltado!
Não podia mudar o percurso, então continuo, mesmo sabendo meu triste fim. Alguns passos e ele começa a me acompanhar de bicicleta, o silêncio me incomoda e eu torço para que ele anuncie o assalto de uma vez.
- Oi. Você poderia me informar as horas?
- Não tenho relógio. - e levanto o pulso demonstrando a ausência do mesmo.
- Não se assuste, mas vou lhe assaltar, está bem?
- Aham. - é tudo que consigo dizer, ele vai mesmo me assaltar. Será que é assim que eu morreria?
- Passa o celular, fazendo o favor.
- Não tenho celular. - que situação ridícula!
- Ah! OK. - ele parece desapontado. - Então, me passa dois conto aí!
- Eu - e penso calmamente: dois conto? sério mesmo? - Eu só tenho isso no meu bolso. - e de dentro do bolso tiro meus lenços de papel usados! O bandido diz um singelo obrigado e se retira.
Chego na escola e espero o portão abrir quando um homem toca em meus ombros. Droga! O bandido voltou!
- Ou! Conta pra ninguém não? - ele pergunta e eu afirmo com a cabeça enquanto ele se retira em sua bicicleta.
- Tchau! - eu grito e aceno. Poxa vida, que bandido bonzinho! Acho que precisamos de bandidos como ele, se for roubar-nos, que pelo menos seja com educação!
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Contos do meu Santo Amaro!
Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma história para contar. Aliás, tenho várias, mas eis que essa será a primeira.
Sou uma pessoa que adoece facilmente, mas assim, facilmente mesmo. Cada semana tenho uma doença nova, sem contar as doenças que moram cá comigo. Aquelas que já consideramos da família, por exemplo, a família Ite. Rinite. Sinusite. Artrite. Bronquite entre outras!
Com essa coleção de dar inveja eu acabo que por visitar o hospital da cidade mais vezes do que gostaria. No meu caso, o hospital da cidade é o querido Santo Amaro (que de santo, nada tem!) e lá já fiz tantos amigos quanto na escola.
Esses dias passei por lá mais uma vez, sabe, só pra não perder costume! Enfim, antes de entrar na sala do doutro, passamos por uma pequena avaliação, onde a moça mede a pressão e a temperatura do corpo e faz algumas perguntas sobre os sintomas. Eu sou uma pessoa obesa (de 41kg) e, portanto, o aparelho de medição de pressão (como eu chamo: Me pega, me solta) não coube no meu braço e a enfermeira necessitou apertar o Me pega, me solta com a própria mão! Sim, o aparelho em si não conseguia se apertar em meus braços musculosos como o de Johnny Bravo! E assim se vai mais um dia no meu querido e santo... Ahmaro!
Sou uma pessoa que adoece facilmente, mas assim, facilmente mesmo. Cada semana tenho uma doença nova, sem contar as doenças que moram cá comigo. Aquelas que já consideramos da família, por exemplo, a família Ite. Rinite. Sinusite. Artrite. Bronquite entre outras!
Com essa coleção de dar inveja eu acabo que por visitar o hospital da cidade mais vezes do que gostaria. No meu caso, o hospital da cidade é o querido Santo Amaro (que de santo, nada tem!) e lá já fiz tantos amigos quanto na escola.
Esses dias passei por lá mais uma vez, sabe, só pra não perder costume! Enfim, antes de entrar na sala do doutro, passamos por uma pequena avaliação, onde a moça mede a pressão e a temperatura do corpo e faz algumas perguntas sobre os sintomas. Eu sou uma pessoa obesa (de 41kg) e, portanto, o aparelho de medição de pressão (como eu chamo: Me pega, me solta) não coube no meu braço e a enfermeira necessitou apertar o Me pega, me solta com a própria mão! Sim, o aparelho em si não conseguia se apertar em meus braços musculosos como o de Johnny Bravo! E assim se vai mais um dia no meu querido e santo... Ahmaro!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
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