Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma história para contar. Aliás, tenho várias e eis que essa é uma delas.
Já há algum tempo atrás, quase dois anos para ser mais específico, não, três anos. Bem, algo assim, eu estava indo pra escola a pé e sozinho. Morava uns quinze minutos da escola e ir a pé era um momento pra reflexão e também ia a pé, pois pegar o ônibus era um desperdício de dinheiro grande demais!
Enfim, estava eu andando pelas ruas escuras em direção ao local de estudo, quando vejo um rapaz de bicicleta parar e me encarar por alguns segundos, depois disfarçar e começar a coçar a perna dele, mas na verdade eu sabia exatamente o que ia acontecer: O pobre Matheus seria assaltado!
Não podia mudar o percurso, então continuo, mesmo sabendo meu triste fim. Alguns passos e ele começa a me acompanhar de bicicleta, o silêncio me incomoda e eu torço para que ele anuncie o assalto de uma vez.
- Oi. Você poderia me informar as horas?
- Não tenho relógio. - e levanto o pulso demonstrando a ausência do mesmo.
- Não se assuste, mas vou lhe assaltar, está bem?
- Aham. - é tudo que consigo dizer, ele vai mesmo me assaltar. Será que é assim que eu morreria?
- Passa o celular, fazendo o favor.
- Não tenho celular. - que situação ridícula!
- Ah! OK. - ele parece desapontado. - Então, me passa dois conto aí!
- Eu - e penso calmamente: dois conto? sério mesmo? - Eu só tenho isso no meu bolso. - e de dentro do bolso tiro meus lenços de papel usados! O bandido diz um singelo obrigado e se retira.
Chego na escola e espero o portão abrir quando um homem toca em meus ombros. Droga! O bandido voltou!
- Ou! Conta pra ninguém não? - ele pergunta e eu afirmo com a cabeça enquanto ele se retira em sua bicicleta.
- Tchau! - eu grito e aceno. Poxa vida, que bandido bonzinho! Acho que precisamos de bandidos como ele, se for roubar-nos, que pelo menos seja com educação!
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Contos do meu Santo Amaro!
Não sei quanto a vocês, mas eu tenho uma história para contar. Aliás, tenho várias, mas eis que essa será a primeira.
Sou uma pessoa que adoece facilmente, mas assim, facilmente mesmo. Cada semana tenho uma doença nova, sem contar as doenças que moram cá comigo. Aquelas que já consideramos da família, por exemplo, a família Ite. Rinite. Sinusite. Artrite. Bronquite entre outras!
Com essa coleção de dar inveja eu acabo que por visitar o hospital da cidade mais vezes do que gostaria. No meu caso, o hospital da cidade é o querido Santo Amaro (que de santo, nada tem!) e lá já fiz tantos amigos quanto na escola.
Esses dias passei por lá mais uma vez, sabe, só pra não perder costume! Enfim, antes de entrar na sala do doutro, passamos por uma pequena avaliação, onde a moça mede a pressão e a temperatura do corpo e faz algumas perguntas sobre os sintomas. Eu sou uma pessoa obesa (de 41kg) e, portanto, o aparelho de medição de pressão (como eu chamo: Me pega, me solta) não coube no meu braço e a enfermeira necessitou apertar o Me pega, me solta com a própria mão! Sim, o aparelho em si não conseguia se apertar em meus braços musculosos como o de Johnny Bravo! E assim se vai mais um dia no meu querido e santo... Ahmaro!
Sou uma pessoa que adoece facilmente, mas assim, facilmente mesmo. Cada semana tenho uma doença nova, sem contar as doenças que moram cá comigo. Aquelas que já consideramos da família, por exemplo, a família Ite. Rinite. Sinusite. Artrite. Bronquite entre outras!
Com essa coleção de dar inveja eu acabo que por visitar o hospital da cidade mais vezes do que gostaria. No meu caso, o hospital da cidade é o querido Santo Amaro (que de santo, nada tem!) e lá já fiz tantos amigos quanto na escola.
Esses dias passei por lá mais uma vez, sabe, só pra não perder costume! Enfim, antes de entrar na sala do doutro, passamos por uma pequena avaliação, onde a moça mede a pressão e a temperatura do corpo e faz algumas perguntas sobre os sintomas. Eu sou uma pessoa obesa (de 41kg) e, portanto, o aparelho de medição de pressão (como eu chamo: Me pega, me solta) não coube no meu braço e a enfermeira necessitou apertar o Me pega, me solta com a própria mão! Sim, o aparelho em si não conseguia se apertar em meus braços musculosos como o de Johnny Bravo! E assim se vai mais um dia no meu querido e santo... Ahmaro!
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