sábado, 31 de janeiro de 2015

Amigos...

Não sei quanto à vocês, mas tenho muitas histórias para contar e eis que essa é a terceira. Vi esse blog mais abandonado que meu sono e resolvi nele escrever, mas não é essa a história que vou contar. Acho que vou contar uma história de amizade. Até hoje, não consigo compreender como conquistei amigos tão bons e tão abençoados, até hoje não sei o que fiz pra merecer essa gente comigo.
Vejam bem, não é que eu não tenha amor, mas tenho a feia mania de abandonar as pessoas. Passa um tempo e eu paro de procurar, parou de ir atrás, me canso, eu acho. Não sei ao certo o que acontece, mas meu contato com elas some de uma forma que ninguém jamais vai entender e nem devem tentar!
Tem uma história engraçada de uma menina, ela era branca como a neve (mesmo!), tão branca que quando ela usava o uniforme da escola, parecia estar nua! Essa menina e eu estudávamos juntos e um dia fomos passear com nosso professor de ciências num lugar que não era interessante e que ninguém queria ir, eu acho. Enfim, tempo vem e tempo vai, finalmente é a hora de ir embora e todos entram no ônibus como se deve fazer na quinta série do ensino fundamental ou seja lá como vocês chamam hoje em dia. Enfim, uma vez no ônibus, resolvi comer uma bolacha e feliz da vida abro meu pacote de Trakinas meio a meio, ao ouvir o som do pacote se rasgando, a aluna que estava do meu lado pede uma bolacha e eu gentilmente (na verdade, não queria entregar não, mas fica melhor se eu disser gentilmente) entrego-a na mão dessa menina e ela, estabanada, derruba a bolacha no chão.
- Me dá outra, por favor. - ela diz calmamente.
- Não, já te dei, se você derrubou, problema seu! - eu respondo gentilmente.
E assim começa uma bela amizade que durou muito tempo, com leves pausas e intervalos de meses sem se falar graças à mim. Agora imaginem só vocês, foi assim que eu comecei uma amizade. Sendo egoísta e mesquinho da forma como sempre fui. Por isso agradeço pelos meus amigos, mesmo que jamais vá falar isso na cara deles, por isso amo meus amigos, por mais que eu deixe de dizer isso com o tempo. Por isso e muitos outros motivos, sinto a falta deles e acho que quando faço de me esquecer deles é porque, de alguma forma, lembro que eu não mereço amizades tão belas quanto essas e então eles seriam melhores sem mim, depois de um tempo, tudo enjoa, tudo morre e tudo se vai. Menos o meu amor por vocês, babacas.